INDÍGENAS DE NIOAQUE RECEBEM 960 TONELADAS DE CALACÁRIO

Comunidades indígenas de Nioaque começaram a receber nesta terça-feira (03) calcário para fazer a correção do solo e assim melhorar a produtividade nas lavouras nas aldeias. São 960 toneladas que serão distribuídas para as quatro aldeias da cidade.

Na segunda-feira, a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul) iniciou a entrega do produto na aldeia Bororó, em Dourados. Ao todo serão 15 mil toneladas para 76 aldeias, de 26 municípios do Estado, em um investimento de R$ 5,3 milhões.

Além da aldeia Cabeceira, outros três núcleos indígenas serão atendidos pelo programa do Governo do Estado

O evento que marcou a entrega de calcário nas comunidades ocorreu na aldeia Cabeceira, com a participação de caciques, representantes das comunidades, assim como autoridades da região. As 960 toneladas de calcário serão divididas entre as aldeias Cabeceira, Brejão, Taboquinha e Água Branca. A entrega faz parte do programa Proacin (Programa de Apoio às Comunidades Indígenas de MS).

Joel Marques, cacique da aldeia Cabeceira

"A Esperança nossa em produzir voltou com a chegada deste calcário. Nossa aldeia tem 216 famílias e precisava desta ajuda, pois nossa terra está defasada e necessita desta correção. Nossa intenção é recuperar com este calcário mais de 70 hectares", afirmou o cacique da aldeia Cabeceira, Joel Marques. Ele ponderou que a expectativa é ampliar a plantação de feijão, milho, mandioca, melancia e hortaliças.

Ramão da Silva, cacique da aldeia Taboquinha

A mesma expectativa tem o cacique da aldeia Taboquinha, Ramão da Silva. "Temos que agradecer ao governador por este apoio. É um sonho que está se tornando realidade. Nosso solo precisa deste calcário para produzir mais. Ele chega em boa hora".

Produtora na aldeia Cabeceira, Evania Silva Marques, contou que a produção na região está pequena até para consumo, mas que agora a esperança é de mudança neste cenário. "Vamos recuperar o solo e produzir tanto para consumo, como para vender. Nossa terra está frágil, mas com este reparo vai melhorar. Mais qualidade e quantidade de produtos", ponderou.

O casal Salustiano Marques e Aderildes Marques, que produzem na aldeia, também estão otimistas. "Minha esperança é ver o povo daqui trabalhando e produzindo. É um prazer chegar na casa dos filhos e ver boas plantações. Estou feliz e agradecida por receber esta ajuda", descreveu Aderildes.

Evânia diz que agora poderá produzir para o consumo da família e para vender

Parceria com municípios

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