OCDE PROJETA CRESCIMENTO DA DÍVIDA BRASILEIRA E SUGERE NOVAS REFORMAS

dívida pública do Brasil pode chegar a 90% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2047, de acordo com relatório econômico divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira, 18.

Mesmo as estratégias defendidas pelo governo para equilibrar as contas públicas, como o arcabouço fiscal e a reforma tributária, não devem ser suficientes para barrar o aumento do endividamento brasileiro. O órgão recomenda que o Brasil adote novas reformas para reorganizar a saúde financeira do país. “Um pacote mais ambicioso de reformas estruturais impulsionaria o crescimento potencial e conduziria a uma diminuição da relação dívida/PIB”, declarou o órgão do relatório. Caso os próximos governantes conseguissem implementar as medidas recomendadas, a OCDE estima que o crescimento da dívida pública ainda atingiria 80% do PIB em 2047.

Entre as medidas sugeridas estão a redução de barreiras ao empreendedorismo e à concorrência; uma maior abertura comercial, por meio da redução de tarifas; medidas para fortalecer a governança das instituições e reduzir a corrupção; e o aumento permanentemente o investimento público em 2 pontos percentuais do PIB.

O relatório também foi crítico às indexações automáticas das regras de gastos, pontuando que a flexibilidade é relevante para ajustar políticas públicas às novas prioridades da sociedade. O órgão também avaliou que é mais produtivo que benefícios sociais sejam ajustados pela inflação, ao invés do salário mínimo, como é feito atualmente. “O valor mínimo de benefícios previdenciários, que a esmagadora maioria dos beneficiários de pensões recebe, são indexados ao salário mínimo, levando a aumentos do salário mínimo com implicações fiscais consideráveis.

A indexação levou a um aumento considerável nas despesas obrigatórias e à redução do espaço fiscal”, afirma o documento. A OCDE ainda incentiva uma nova reforma da previdência, além da realização de uma reforma administrativa. Por fim, a organização ressalta a necessidade de limitar os gastos públicos para conseguir estimular o crescimento da economia.

Fonte: JOVEM PAN

https://jovempan.com.br/

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