O avanço do plantio de soja no Brasil está em linha com o histórico a nível nacional. No entanto, quando se foca no nível estadual, Paraná e Mato Grosso do Sul – estados com produção relevante de milho de inverno – estão atrasados, destaca o relatório desta semana da hEDGEpoint Global Markets.

“É importante mencionar que o início da safra não foi tão lento quanto em 20/21, quando a safra de milho de inverno foi bastante afetada pelo atraso na soja”, observa o analista de Grãos e Proteína Animal da companhia, Pedro Schicchi.
Segundo ele, ainda assim, uma frente fria, que deve atingir especialmente o sul do Brasil na próxima semana, pode levar alguns agricultores a postergar o plantio um pouco mais. “Esse é um fator a ser observado, uma vez que poderá ter impacto na próxima safrinha”.
Impacto do La Niña na soja
Pelo terceiro ano consecutivo, o La Niña deve permanecer ativo durante a safra da América do Sul. O fenômeno climático costuma trazer seca para a o sul do Brasil e Argentina. Portanto, configura um aspecto negativo para a safra nessas regiões.
Nos últimos dois anos – ambos com a presença de La Niña – houve recorde de produção no Brasil em 2020/2021 e uma quebra em 2021/2022. “Tudo dependerá de quando a seca atingirá as áreas produtivas e com qual intensidade”, afirma Schicchi.
O que esperar?
Para a maior parte do país, as perspectivas são bastante positivas. No entanto, como fica claro, a região de maior risco é o Sul do Brasil – o que já era esperado. Para o analista, é importante mencionar que a precipitação em dezembro tem uma correlação positiva de quase 40% com as produtividades do Sul.


