Os trabalhos de construção da futura Ponte Bioceânica, que unirá as cidades de Carmelo Peralta (Alto Paraguai) e Porto Murtinho (Brasil), fecharam o mês de setembro com mais de 60 estacas concluídas, das 142 previstas para o lado paraguaio da obra. O projeto, considerado o principal elo do chamado Corredor Bioceânico.

As estacas são utilizadas para a fundação de obras; Têm a forma de uma coluna colocada verticalmente, no subsolo, sobre a qual se apoia o elemento que transmite as cargas (convés, bloco, pilha, etc.).

No caso da Ponte Bioceânica, serão construídas 300 unidades de estacas, sendo 142 do lado paraguaio e 152 do lado brasileiro. Estima-se que 15.700 metros cúbicos de concreto serão usados apenas em estacas, o equivalente a construir uma laje com superfície igual a 22 campos de futebol.
Até a quinta-feira, 29 de setembro, foram construídas 61 estacas do lado paraguaio; enquanto no Brasil o terreno ainda está sendo preparado para iniciar a perfuração.
As obras da nova ligação rodoviária, construída no rio Paraguai, prevêm duas frentes: uma correspondente aos píeres do lado paraguaio, no trecho que fará a ligação com o viaduto que ficará localizado no início da ligação rodoviária; enquanto o segundo corresponde ao pilar principal, que suportará os cabos de estai.

As estacas principais do pilar têm 2 metros de diâmetro e a perfuração do solo deve ser realizada a uma profundidade de 52 metros conforme projeto, sendo que os 5 últimos devem estar dentro da rocha, para garantir o embutimento. estrato, explicou o engenheiro Raúl Silva, da Superintendência de Obras e Desenvolvimento da Binacional que acompanha as obras na cidade de Carmelo Peralta.
A Ponte Bioceânica, financiada pela ITAIPU, faz parte do projeto denominado Corredor Bioceânico, que consiste em uma ligação rodoviária que vai do Brasil aos portos do norte do Chile, atravessando o Chaco paraguaio e duas províncias argentinas.
O Corredor Bioceânico tem um valor estratégico muito importante para o Paraguai, pois transformará a Região Oeste em um centro logístico internacional, tornando-se a passagem mais curta entre o porto chileno no Oceano Pacífico e o porto brasileiro no Oceano Atlântico.
Fonte: Itaipu/PY


